Dória admite disputar Presidência se for escolhido em prévias do PSDB

Postado por Modesto Neto às 00:11


Os tucanos na Era pós-Fernando Henrique Cardoso, colecionam três candidatos presidenciais derrotados: José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves, perderam as consecutivas eleições de 2002, 2006, 2010 e 2014.  Apesar das quatro derrotas, os três tem a ambição de chegar em 2018 montados numa candidatura presidencial competitiva. O PSDB que cresceu significativamente com as eleições municipais de 2016 enxerga o próximo ano como a maior oportunidade política da década.

O antipetismo cresce rapidamente na sociedade, especialmente nas grandes cidades do país. O Lula da Silva, supercandidato do PT, lidera todos os cenários eleitorais, mas tem alta rejeição e poderá ser impedido de ser candidato caso haja uma condenação em segunda instância contra seu nome. O certo é que 2018 abre portas para o PSDB voltar a ocupar a poltrona mais confortável do Palácio do Planalto. Contudo, para o próximo ano o candidato à Presidência poderá ser um novato em embates eleitorais nacionais. 

O prefeito de São Paulo, João Doria, afirmou nesta terça-feira (16), em entrevista à agência de notícias Bloomberg, que concorreria à Presidência da República se fosse escolhido pelas prévias do PSDB para disputar o cargo.

Em entrevista à agência, o tucano defendeu que a escolha do candidato do PSDB ao Planalto seja feita por meio de um processo interno da sigla e, questionado se aceitaria a indicação do partido, respondeu: "Respeitando a democracia, por que não?". Com pouco mais de quatro meses à frente da Prefeitura de São Paulo, Doria desponta como um dos principais nomes do partido para concorrer ao Planalto.

A prominência de seu nome como opção do partido se choca com as aspirações do governador Geraldo Alckmin, seu padrinho político, que se apresenta como pré-candidato.

A assessoria do prefeito informou que Doria deu a declaração quando "defendia que a candidatura fosse feita por meio de prévias". "Fez uma defesa enfática do nome do Geraldo." E, quando questionado o que aconteceria "se o resultado das prévias escolher seu nome", respondeu: "Se for pela democracia, por que não?"

Doria e Alckmin estão em Nova York para uma rodada de conversas com investidores. Doria também receberá nesta noite o prêmio Person of the Year, da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

*Com informações da Folha de S. Paulo
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