Eco Praça completa 3 anos de existência sem incentivo do Poder Público em Natal

Postado por Modesto Neto às 21:07


A cidade é para as pessoas, correto? Sim, ou pelo menos deveria ser. As pessoas, além de trabalhar, estudar, cuidar dos filhos, e dá conta de tantas outras responsabilidades do mundo contemporâneo, precisam se divertir, precisam de momentos de lazer, de conexão com as outras pessoas, com a natureza e com a arte.

A proposta do Projeto Ecopraça, de ocupar e revitalizar os espaços públicos da cidade de Natal de uma forma ativa e participativa, por meio de expressões culturais diversas, ganhou inúmeros adeptos e parceiros ao longo dos seus três anos de existência. No entanto, pouco foi feito por parte do poder municipal para ajudar a viabilizar o trabalho do idealizador e coordenador do projeto, Geraldo Gondim.

“Falta boa vontade dos gestores. Não existe nenhuma impossibilidade de nossa parte. Nosso intuito é fortalecer as relações que estimulem o protagonismo da sociedade civil na construção de uma cidade mais humana”, desabafa Gondim.

O publicitário e pesquisador, Jadson Maia, conheceu a iniciativa pela internet no fim de 2014, quando ocorreu uma edição na Praça dos Eucaliptos, em Candelária, e a considera um misto de espontaneidade com organização.

“No dia, tocaram algumas bandas locais. A princípio, o que me chamou atenção foi a música, entretanto, fui percebendo tantas outras atividades que corriam o espaço naquele dia. Dança, arte circense, artesanato ou simplesmente conversar com os amigos, bem ali num espaço público e democrático pela questão de não se cobrar nada para poder estar ali, participando – a não ser que se quisesse contribuir com alguma quantia a colocar numa espécie de balde que um voluntário passava entre as pessoas”, recorda.

A tentativa de reconciliar a cidade com seus habitantes é digna e, acima de tudo, necessária. O descaso do poder público por uma ação que já chegou a cerca de 80 mil pessoas, durante as 25 edições já realizadas, reflete a pouca importância que dão para a revitalização desses espaços. “Trabalharemos para continuar viabilizando a participação e apresentação de trabalhos de artesões, expositores, músicos; como também promovendo apresentações culturais, vivências, oficinas e atividades relativas à temática sobre o meio ambiente”, diz Gondim.

“Para que possamos conseguir a mudança que almejamos os nossos interesses coletivos devem estar acima do nosso interesse individual. Precisamos nos unir e nos organizar cada vez mais. Menos ego e mais consciência de que o todo depende de um único indivíduo e cada indivíduo depende do todo para existir. Sem as partes, não pode haver o todo e, sem o todo, o conceito de parte não tem sentido”, finaliza Gondim.

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