Pedro Parente e o plano de privatizar a Petrobrás por fatias

Postado por Modesto Neto às 09:42

Ainda que no documento do governo interino, "Travessia Social", o golpista Michel Temer tenha deixado claro que a intenção deste governo é aprofundar as privatizações começadas pelo governo petista, Pedro Parente declarou que é contra falar em privatização total da Petrobras, por fatias e em grande parte afirmou que sim o fará.

Tido como trunfo do governo golpista para acalmar os ânimos das patronais e dos imperialistas Pedro Parente declarou que o povo brasileiro não está maduro para discutir a privatização da Petrobras e que o que sua gestão propõem é o "co-controle" da empresa, ou seja, uma terminologia menos "escancarada" para privatizar sem dizer, como no caso da BR Distribuidora. É controlar algo, tal como falam que as agências reguladoras controlam as privatizadas, o que é uma retumbante mentira. É entrega dos recursos nacionais pura e simples. Se diz sem dogma, mas os tem. Seu dogma é servir ao imperialismo, às grandes petroleiras estrangeiras que José Serra e outros prometeram mundos e fundos.

Apesar de se recusar a admitir, as ações da gestão de Parente e do governo mostram exatamente o contrário de sua declaração.

No começo de junho o governo anunciou a privatização dos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Rio de Janeiro e no Ceará e das usinas termelétricas associadas aos terminais, e a menos de um mês atras o presidente da Petrobras admitiu três ofertas de compra da BR Distribuidora e estão negociando a venda de ativos de gasoduto de forma exclusiva com a gestora Brookfield Asset Management Inc., do Canadá, o que significa entregar a Nova Transportadora do Sudeste sem nem sequer fingir leilões com cartas marcadas.

Programas de TV já anunciaram a venda da subsidiária Transpetro e isso não foi negado por ninguém da Petrobras ou da subsidiária.

A venda de ativos e fatias da Petrobras faz parte da um extensa lista de privatizações que o governo golpista anunciou no início do mandato interino com o documento de governo, quando ressaltou que "o estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura".

Já Pedro Parente, corroborando com a lógica privatista de quem o indicou, começou sua gestão declarando que continuaria com os "desinvestimentos", o que podemos entender como privatizar e demitir trabalhadores, que são as ações que vem colocando em prática, para garantir o que, segundo ele na entrevista desta segunda-feira, significa preservar os objetivos estratégicos da maior empresa brasileira.

Como para todo bom tucano como Pedro Parente, assim como todo carreirista como Temer e seus antecessores petistas na Petrobras o único objetivo estratégico e gerar lucro e mais lucros para o imperialismo, dando verdadeiros presentes a estes com as privatizações, além de garantir a fatia do bolo que cabe aos corruptos políticos brasileiros.

O que certamente não será barrado pela Lava Jato, de Sérgio Moro, treinado e com fortes ligações nos E.U.A, que com suas delações premiadas e seletividade escancara o interesse de lavar a cara do golpismo e arbitrar na política nacional em favor dos interesses imperialistas e das grandes empresas em aprofundar as privatizações e os ataques aos brasileiros.

Como já viemos denunciando incansavelmente no Esquerda Diário, CUT e CTB não cogitam travar qualquer batalha seria em defesa das riquezas brasileiras frente aos interesses da burguesia imperialista, assim como não deram nenhuma batalha contra o golpe, com seu consciente método de atravancar as lutas dos trabalhadores e conciliar com patrões e governos.

A categoria de petroleiros é dirigida na maior parte dos sindicatos do país pela CUT. Mesmo com o anúncio de venda de campos terrestres no Nordeste, venda da Petrobras o que a Federação Única dos Petroleiros (FUP) ligada a CUT propõe são lutas isoladas e controladas, greve de alguns dias no nordeste (sozinho), ações no resto do país. É preciso unir as forças dos petroleiros de norte a sul do país, organizar com assembleias democráticas em cada unidade do país uma verdadeira paralisação nacional e exigir da CUT e CTB ações de todas categorias que estas centrais dirigem para sair desta aceitação não somente do golpe mas da entrega da Petrobras.

Esta aceitação agora contra a privatização golpista é continuidade da aceitação a privatização que já vinha ocorrendo e sendo planejada sob Dilma, que inclusive acordou o projeto que entrega o pré-sal com os golpistas Serra e Renan.

É preciso um plano de lutas concreto que barre o entreguismo privatista do governo golpista em relação a Petrobras, aeroportos e portos, para colocar a Petrobras e sua riqueza a serviço dos verdadeiros interesses dos trabalhadores e colocar um fim na crise da empresa, por isso lutamos por uma Petrobras reestatizada e sob controle dos trabalhadores.

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