Bolsas europeias oscilam frente ao pânico de uma nova recessão

Postado por Modesto Neto às 17:37


Nesta quarta, em Londres, o FTSE-100 encerrou aos 5.672,30 pontos (+0,71%), beneficiada por papéis do setor financeiro. Prudential e St. James’s Place tiveram alta de 4,40% e 4,00%, respectivamente. Já em Paris, o CAC-40 terminou em alta de 1,59%, aos 4.061,20 pontos. Destaque para as ações da Société Générale (+8,99%) e do BNP Paribas (+4,89%). Por outro lado, a Technip recuou 2,53% e Total, -0,77%.

Em Berlim, o índice DAX encerrou com valorização de 1,55%, aos 9 017,29 pontos. O destaque ficou com o Deutsche Bank, que subiu 10,20% após relatos de que a instituição considera a recompra de vários bilhões de euros em títulos da dívida do próprio banco. Em Milão, o FTSE-Mib saltou 5,03%, aos 16.714,14 pontos, beneficiada pelo desempenho de papéis como UniCredit (+11,91%), Intesa Sanpaolo (+14,45%) e Banca Popolare di Milano (+9,48%).

"As bolsas da Europa tentam engatar uma alta novamente. No entanto, como as últimas retomadas sofreram com certa falta de convicção, o sentimento geral continua frágil", disse Rebecca O’Keffe, diretora da corretora Interactive Investor.

As ações dos bancos foram destaque de alta nesta quarta-feira, após grandes perdas no pregão anterior. Ganhos mais generalizados, no entanto, foram prejudicados pela volatilidade do petróleo e pelo discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Janet Yellen. Em sessão na Câmara dos Deputados dos EUA, a dirigente reiterou que preocupações com a volatilidade dos mercados e a desaceleração global podem interferir na elevação dos juros iniciada em dezembro.

Diferentes analistas consideram que os solavancos do mercado europeu refletiram os temores de uma nova onda recessiva a nível mundial. Os dados da produção industrial da Alemanha, que caíram em dezembro, acentuaram estas suspeitas.

A isto se somou a situação da entidade alemã Deutsche Bank, que voltou ao vermelho na terça-feira, depois de cair quase 10 por cento no primeiro dia da semana, mesmo após tentar tranquilizar os investidores depois de ter tido um 2015 de perdas recordes.

Os especialistas do “Banca March” espanhol confirmaram que os motivos das quedas dos últimos dias no mercado são as dúvidas sobre o crescimento mundial, a incerteza que coloca o menor crescimento da China, a possível desvalorização de suas divisas e as dúvidas sobre a política de investimentos nos Estados Unidos.

Os baixos preços das matérias-primas, em especial o petróleo bruto, que de novo tem preços abaixo dos 33 dólares, colocaram um elemento de risco adicional ao mercado europeu.

Ibovespa corrige atraso das últimas duas sessões e cai

A Bovespa se ajustou nesta quarta-feira, 10, ao comportamento de seus ADRs e das bolsas internacionais nos dois últimos dias, quando não operou por causa do carnaval. Assim, trabalhou o dia todo em baixa, com destaque para as perdas firmes de Petrobras.

A bolsa brasileira fechou seu primeiro pregão desta semana em baixa de 0,53%, aos 40.376,58 pontos. Na mínima, marcou 39.960 pontos (-1,56%) e, na máxima, 40.592 pontos (estabilidade). No mês, acumula perda de 0,07% e, no ano, de 6,86%. O giro financeiro totalizou R$ 3,187 bilhões.

As bolsas norte-americanas operaram em alta durante a sessão e, às 18h14, o Dow Jones cedia 0,06%, o S&P avançava 0,55%, e o Nasdaq tinha alta de 1,06%.

O preço do petróleo também ficou na mira dos agentes hoje. A commodity oscilou entre altas e baixas na Nymex, onde acabou fechando em -1,75%, a US$ 27,45 o barril, no contrato para março Em Londres, o barril negociado para abril subiu 1,72%, a US$ 30,84.

Aqui, Petrobras trabalhou o dia todo em baixa acentuada, refletindo o tombo de seus ADRs nos últimos dois pregões em NY. A ação ON perdeu 4,23% e a PN, 5,07%.


Vale trabalhou o dia todo sem uniformidade, com a ação ON em alta. No final dos negócios, esse papel terminou em baixa de 0,29% e o PNA caiu 0,77%.
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