Pelo menos 27 mortes em sequestro no Mali, país sob intervenção militar francesa

Postado por Modesto Neto às 11:53


Os terroristas fizeram 170 pessoas que se encontravam no hotel como reféns e, depois de várias horas, forças especiais do Exército de Mali conseguiram liberar pelo menos 80 pessoas, enquanto que 27 pessoas foram mortas, de acordo com a quantidade de cadáveres encontrados até o memento, mas que podem haver mais.

É a primeira vez que essas organizações jihadistas declaram ter perpetrado uma operação conjunta.

O grupo Al Murabitun reivindicou um ataque ocorrido em agosto deste ano em um Hotel na zona central de Mali, aonde morreram 13 pessoas, e outro ocorrido em março, onde morreram 5 pessoas por um ataque de rifles Kalashnikov dentro de um restaurante.

A operação para liberar os reféns foi realizada em conjunto por forças militares governamentais malinesas, forças francesas e norte-americanas

Entre os sequestrados no hotel de luxo havia empregados de empresas aéreas como Air France, assim como cidadãos estrangeiros de diferentes países.

O ataque em Mali, que ocorre exatamente uma semana depois dos atentados em Paris, parece ter o objetivo de hostilizar a França em sua outra frente de intervenção militar, cujo cerne se dá em Mali e se estende até a zona do Sahel africano.

A França está encabeçando uma intervenção em Mali desde janeiro de 2013, quando suas forças militares interviram para combater aos rebeldes Tuareg, ligados a grupos da Al Qaeda na região.

Mali é atualmente o principal foco de intervenção francês no território que diz respeito as suas ex-colônias, como Mali e outros países do Sahel

O presidente espanhol, Mariano Rajoy, havia oferecido ontem reforçar a presença de tropas espanholas em Mali para colaborar com a França e permitir que esse país movimente forças militares até sua nova frente na Síria.


O ataque de Mali, a uma semana dos atentados em Paris, mostra que a intensificação da intervenção imperialista francesa na Síria e sua ofensiva belicista já está provocando novas respostas reacionárias como estes ataques e atentados.
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