Dois terceirizados morrem em acidente na Petrobrás em Vitória

Postado por Modesto Neto às 00:04


A situação dos trabalhadores terceirizados no Brasil é marcada pela precarização e pelos acidentes que se tornam recorrentes. Alguns desses acidentes resultam em mortes, até mesmo na maior estatal do Brasil, a Petrobras. O nosso site reproduz abaixo reportagem do portal Esquerda Diário sobre a morte de dois trabalhadores terceirizados ocorrida em um acidente em Vitória.

Dois terceirizados da Petrobrás morreram e um ficou gravemente ferido, no Terminal da empresa em Vitória. O acidente aconteceu em um tanque de combustível operado pela BR Distribuidora, no Porto de Tubarão, Espírito Santo.

Segundo informações do sindicato, os dois trabalhadores eram terceirizados da empresa JB, prestadora de serviço da BR Distribuidora e faziam manutenção programada da caldeira. A BR Distribuidora informou em comunicado que uma comissão interna foi formada para apurar as causas do acidente.

Em menos de dois meses atrás, outro grave acidente no Terminal de Barra do Riacho em Aracruz, Espírito Santo, matou outros dois terceirizados. Essa sequência de acidentes mostra a extrema precarização do trabalho existente na Petrobrás, em que os trabalhadores terceirizados são submetidos a péssimas condições de trabalho e sujeitos a acidentes fatais. Essa realidade é mais um episódio triste do drama invisível dos terceirizados da Petrobrás.

Nos governos petistas a terceirização saltou de 4 milhões para 12,7 milhões no país. No mesmo período, a Petrobras teve triplicado o número de terceirizados no mesmo período, saltando de 121 mil para 360 mil. E esse cenário faz aumentar os acidentes e mortes. Na Petrobrás, um terceirizado tem doze vezes mais chances de se acidentar ou morrer se comparado com um petroleiro concursado.


Em meio a demissões em massa de trabalhadores terceirizados as empresas terceirizadas denunciadas no esquema Lava Jato já demitiram dezenas de milhares em todo o país. A administração da Petrobrás e o governo Dilma, que a nomeia, são as responsáveis em última instância por essas mortes que podem ser evitadas.
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